Ao longo do meu percurso profissional, fui constatando a importância do Direito do Trabalho como ferramenta de gestão para as empresas.
Claro que contratar, organizar horários, férias e formação, remunerar, lidar com ausências, definir e aplicar regulamentos internos ou agir perante um conflito são exemplos de decisões de gestão, mas todas elas têm consequências jurídicas.
E, por vezes, uma decisão mal informada pode custar caro à empresa, de forma silenciosa, durante anos, até o problema se tornar visível.
É precisamente por isso que o Direito do Trabalho deve deixar de ser visto como uma ferramenta jurídica, somente útil para solucionar problemas, e passar a integrar a Gestão Laboral, desde o início, justamente para evitá-los.
Portanto, a forma como encaro a Gestão Laboral é simples: as relações laborais gerem-se com a mesma disciplina que qualquer outro recurso crítico para o negócio, porque o Direito do Trabalho não serve para tornar as decisões mais complicadas, mas sim para organizar, antecipar e apoiar a tomada de decisões estratégicas conscientes.
