Na Gestão Laboral das empresas é frequente ouvirmos a frase “sempre fizemos assim”, mas a verdade é que a prática antiga nem sempre é a mais adequada.
A lei muda, as empresas evoluem, as equipas crescem, os riscos aumentam, os procedimentos não são revistos, os documentos ficam desatualizados, as decisões continuam a ser tomadas por hábito… E nada disto significa, necessariamente, que exista um problema, significa apenas que existe um risco laboral não identificado, que pode (e deve) ser mitigado atempadamente.
É natural que, na azáfama da gestão corrente das empresas, o Direito do Trabalho não seja uma prioridade e que, muitas vezes, a conformidade laboral só entre na agenda depois de uma reclamação, uma fiscalização, um erro com impacto financeiro avultado, mas nessa altura já não há prevenção possível, só gestão de danos.
E é precisamente essa mudança de timing, de reativo para preventivo, que transforma o Direito do Trabalho numa ferramenta de Prevenção Estratégica para as empresas, mais do que qualquer intervenção pontual isolada.
A Prevenção Estratégica não serve para complicar a gestão, mas para antecipar problemas enquanto ainda existe margem para escolher a melhor solução para a empresa. Prevenir também é gerir.
